Programa de Formação
Ético/Moral
|
PROFEM NAS MÃOS E PROJETOS NO CORAÇÃO
|

|
O Programa
de Formação Ético/Moral começou em 2004
com o atendimento de 60 crianças na
faixa etária de 7-14 anos em período de
contra-turno escolar. O mesmo teve uma
repercussão e aceitabilidade muito
positiva na comunidade, evoluindo muito.
Este ano de 2010, abriu 280 vagas; sendo
80 para creche e 200 para o sócio
educativo.
Entretanto, verifica-se que o número de
crianças que ainda perambulam pelas ruas
do bairro, é cada vez mais crescente.
Seus envolvimentos com as drogas também
crescem assustadoramente, e que o
processo educacional adotado pelas
famílias, infelizmente, nao consegue
fazer frente a expansão deste mal.
Todavia, a SEEDE, como Instituição,
inserida na comunidade está sentindo a
extrema necessidade de ampliar seus
serviços e auxiliar a família na
formação ética e moral de seus filhos. A
experiência positiva colhida ao longo
destes anos, foi muito importante para
mostrar o quanto há a avançar para
melhorar a qualidade dos serviços
prestados. Ainda, estimular as famílias
à um convívio fraterno no lar para
garantir uma educação promissora aos
seus filhos. Por isso a SEEDE está
oferecendo á comunidade do bairro uma
alternativa sadia de educação auxiliar
para suas crianças, através de uma ação
motivadora e confortadora, fazendo com
que seus filhos participem numa formação
ético/moral cristã através de atividades
artísticas, lúdicas e sócio educativas
nos períodos extra escola.
|
|
JUSTIFICATIVA - O
que é mais urgente !
Por que a SEEDE
precisa trabalhar com a infância e a
adolescência ?
A resposta
está no desejo Estatutário da
Instituição, fundamentado na vivência
diária com a comunidade e da necessidade
de proporcionar às famílias uma
alternativa de auxiliar os pais e/ou
responsáveis na formação de seus filhos,
para que se tornem “homens de bem”. A
realidade está a mostrar que ao lado de
fora da “nossa casa”, grupos de meninos
e meninas da faixa etária de 7 - 14 anos
estão em ambientes inadequados e que
pouco ou nada contribuem para a formação
de um ser humano voltado para o bem. É
uma oportunidade de dar uma ocupação
saudável, instrutiva/formativa e lúdica
e profissionalizante para muitos,
através de diferentes oficinas de artes
e esportes. Como conseqüência as
crianças ficam em ambientes protegidos e
sob orientação do educador e não ficam
pelas ruas e esquinas perambulando. Com
isso os pais trabalham menos preocupados
com os seus filhos.
|
|
|
Por que a SEEDE
precisa trabalhar com crianças de 2 a 5
anos ?
A
justificativa do porque trabalhar com
crianças de 2 a 5 anos está alicerçada
nas necessidades que as famílias que
residem próximas a SEEDE precisam se
ausentar de casa para trabalhar e
aumentar sua renda familiar, além de
dificuldades que a família tem em deixar
seus filhos em ambientes confiáveis e
que estejam localizados próximos de sua
casa.
A SEEDE notou também que há uma razoável
demanda para este tipo de serviço na
comunidade, constatada ao longo destes
anos como mostra o nosso quadro.
|
FILOSOFIA DE TRABALHO
Todo o
trabalho desenvolvido na Instituição
está fundamentado nos pressupostos
filosóficos da Pedagogia Espírita, a
qual tem suas raízes em educadores como
Rousseau, Comenius e Pestalozzi e que se
fundamenta na perspectiva espírita, onde
a educação tem como fim não somente o
processo de integração das novas
gerações na sociedade e na cultura do
tempo, mas também o processo de
desenvolvimento das potencialidades do
ser na existência, com vista ao seu
destino transcendente (Pires, 2004).
Assim, o homem é um ser integral que se
manifesta biológica, social e
espiritualmente e que através de um
processo educativo ancorado no amor tem
acendido seu "desejo do bem, o anseio da
luz, a vontade irresistível de evoluir,
o sentimento de Deus e a segurança do
caminho a perseguir" (Pestalozzi in:
INCONTRI, 2004, p 207). Pestalozzi
salienta como amor pedagógico a base da
relação educativa, fundamental no
fortalecimento da autonomia da criança.
"A relação afetiva entre educador e
educando é o pano de fundo sobre o qual
se desdobram todas as medidas
pedagógicas para garantir que o ser se
descubra e se faça a si mesmo, com
consciência plena" (INCONTRI , 2005. p
82).
A pedagogia espírita, principalmente
quando lida com crianças e adolescentes,
deve assumir em sua prática, o exercício
pleno do amor, da liberdade, da ação, do
despertar de potencialidades
contribuindo na formação integral do
SER, etc. Objetiva dar ao educando uma
perspectiva filosófica de amplitude
espiritual em todas as matérias
ensinadas; desenvolver o espírito
científico do aluno, proporcionando-lhe
ao mesmo tempo a certeza objetiva da
vida além-túmulo; aproximar a criança do
Evangelho, abrindo-lhe o caminho para o
Alto. (INCONTRI, E. da NE, p96).
O conteúdo, nesta perspectiva, é um
meio, não uma finalidade. A finalidade é
sempre o ser humano, sua autoconstrução,
o despertar de sua consciência. Para que
o conteúdo seja um meio eficaz para
despertar algo no indivíduo é preciso
que ele faça sentido para o educando,
que lhe diga algo. Para isto, é preciso
que responda a alguma questão sua, mexa
com seus anseios, com as heranças do seu
passado espiritual, parta de seus
interesses e fale a sua linguagem. Ou
seja, o conteúdo não pode ser
previamente determinado para qualquer
grupo, muito menos em currículos
nacionais, em apostilas que devem ser
seguidas como manuais.
Primeiro, devemos conhecer os educandos.
Quem são eles? Que espíritos que estão
diante do educador? Que tendências
trazem? Que interesses têm? Como
despertar neles um entusiasmo para a
aprendizagem, uma busca por
espiritualidade ou cultivar o que já
apresentam nesse sentido? O educador
deve ser antes de tudo um observador
atento dos alunos. Para isso é preciso
lucidez, sensibilidade, conhecimento do
ser humano e, sobretudo, amor – que é a
porta de abertura para o outro próximo.
Então poderemos fazer projetos de
pesquisa, debates, estudos individuais e
coletivos, encenações, produções
artísticas, a partir de temas e questões
propostas pelas crianças ou pelo
educador, mas que os alunos aceitem e
gostem e se interessem. O que é imposto
não se engole. Portanto, cada educador,
cada instituição poderá fazer seu
próprio plano de trabalho, com a ajuda e
participação das crianças (Incontri,
2006).
O educador, para aplicar a Pedagogia
Espírita, deve ser reencarnacionista,
mas o educando não precisa ser. Pode-se
trabalhar com os educandos sob essa
perspectiva, sem necessariamente impor a
eles essa concepção. Essa perspectiva
significa saber que se trata de um
espírito antigo e respeitar-lhe a
individualidade, descobrir seus
talentos, trabalhar suas heranças... Mas
é preciso dizer que muitas crianças
aceitam a reencarnação de maneira muito
natural. A ação educativa é sobretudo
afetiva, com muita liberdade. O educador
incentiva, contagia, convida, se empenha
– é um facilitador e um estimulador –
mas nunca deve ser apenas o que
transmite um conhecimento pronto,
fechado.
|
|